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    Família, nosso alicerce

    5 de junho de 2013 . 15:57
    Atualizado em 5 de junho de 2013 . 15:58

    Meu nome é Roberto Ferraz e, como irmão da Jeane e tio do Heitor, presenciei toda a história de vida do meu sobrinho – portador da Síndrome de Edwards – e também a luta de nossa família em proporcionar sempre o melhor a ele. No entanto, devo confessar que no início da gravidez fui um tio um pouco ausente. Afinal, a gestação da minha irmã seguia normalmente e ninguém esperava que pudesse acontecer algo, nem com ela e nem com o bebê.

    Porém, quando o Heitor nasceu e ficamos cientes de sua especialidade, todos da família sentiram muito. Isso porque, presenciávamos o sofrimento da Jeane nos primeiros meses de vida de seu filho, e não há como ver alguém que você ama sofrer e ficar indiferente à situação. Eu sofria junto com ela.

    Mas estou certo que crianças especiais ganham pais especiais. E ao sentir a força e o empenho da Jeane e do Darcy, tanto em superar o impacto de algo desconhecido quanto em oferecer ao pequeno Heitor o que de melhor poderiam dar, eu também percebi que algo começava a se transformar em mim: passei a ser mais presente no dia a dia dos três e a oferecer a ajuda que podia e julgava ser necessária ao momento, dando assistência e me dedicando mais ao meu sobrinho.

    A partir dessa experiência, eu pude perceber a importância e a diferença que faz o apoio da família. Bastam atitudes simples, como uma visita ao final do dia ou uma ligação para saber como as coisas vão, para ajudar e renovar as forças de quem passa por situações como esta.

    No meu caso, depois que o Heitor saiu do hospital e as coisas começaram a se ajustar, a maneira que eu encontrei de ajudá-los foi ficando com ele inúmeras vezes para que a Jeane pudesse dar sequência ao seu doutorado. Durante esse período, eu dormia na casa dela e cuidava com todo carinho do meu sobrinho, levando-o e buscando-o na escola, dando as refeições e tudo o que ele necessitava. Foi um momento de cooperação entre irmãos, um ajudando o outro.

    E agora já se foram sete anos – isso porque a médica nos disse que não havia esperança de que o Heitor sobrevivesse nem as primeiras 24 horas. E mesmo agora, quando tudo está estabilizado e a Jeane conta com mais um presente de Deus – o Artur –, continuo ajudando quando posso e vou visitar meus sobrinhos toda semana. Inclusive, esse contato com as crianças até despertou em mim uma vontade de ser pai (risos).

    Mas após tudo o que passamos, a conclusão ao qual chego é que o papel da família é de ajudar, dar apoio e socorrer sempre quando for necessário. Nem que seja apenas para estar ao lado, segurar as mãos e dizer uma palavra amiga, buscando resolver todos os problemas.

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